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terça-feira, 5 de março de 2013
Na conquista do que é meu
Enquanto eu tiver fome
Haverei de cravar minhas mãos sobre a terra e torná-la fértil
Não serão as sementes que dar-me-ão os frutos
Mas o suor caído da minha testa ao implantá-las
Enquanto o frio se fizer sentir
Não o amaldiçoarei
Esperarei pelo contemplar do sol no dia a seguir
Sobre a cor da minha pele
Formar-se-ão cicatrizes
Não as usarei com disfarce
Serão tidas como complemento daquilo que sou
E as vestirei com orgulho
Esperarei mui pacientemente
O reflorescer das flores
E o desabrochar dos frutos
Com escudo lutarei contra as pragas
O balanço final será vitorioso
E aí sim direi que das minhas mãos saciei minha fome...
Por: Marinela Gomes
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