A Marta vai-se casar. Exibiu o seu maior sorriso hoje ao convidar-nos para o pedido. E assim que saiu da sala, eu já sabia o que me esperava. Fui bombardeada com conselhos para seguir o exemplo. Se até a secretária de apenas 21 anos se vai casar, eu também sou capaz. Afinal do que estou a espera? Do príncipe encantado? Ou de um milagre? E mais uma vez vali-me da boa educação e do sarcasmo. Afirmei esperar por algo maior. O regresso do Messias. E saí da sala.
Prefiro tomar o meu chá sozinha na minha sala do que partilhar o momento com gente que critica sem razão. Lá por ter 37 anos, ser solteira e não ter filhos, não significa que não me queira casar. Eu também sonho com o vestido branco, droga! Com a entrada na igreja. O "sim". Mas ainda não chegou o meu momento. Nem conheci o homem ideal. Porque é isso que eu quero. Não o perfeito, mas o ideal. Não preciso de um chef, mas aprecio que cozinhem para mim. Não quero um escritor, mas não me importava de receber bilhetes românticos.
Embora abra mão de muitas qualidades num homem, jamais abrirei mão do que me foi prometido. E foi-me prometido um homem ideal. Pela minha avó. E não me interessa que tenha sido há muitos anos atrás. Nem que eu saiba que ela não tem qualquer controlo sobre o futuro. Vou esperar que essa promessa se cumpra. Porque a minha avó não mente.
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Não apresse o que a avó disse, ela não mente!
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