segunda-feira, 27 de julho de 2015

Barcelona

Barcelona

Está uma noite de calor abrasador. O meu quarto é agora um forno. E sempre que isso acontece lembro-me do meu amor de verão. De uma beleza incontestável, conquistou-me a primeira mirada. O meu coração batia descontrolado pela ansiedade de a conhecer. Quando saí do autocarro apeteceu-me largar a mala e correr. Absorvê-la na sua plenitude. E explorá-la infinitamente. Ela, uma beleza do Mediterrâneo. Ela que é bilingue. Ela que é a capital do Modernismo Catalão. Barcelona. Linda, histórica e interessante.

Foi amor à primeira vista. Ou antes disso. Eu já a amava antes de ver as linhas de Gaudí a centímetros dos meus olhos. E amei-a muito mais com a fruta fresca do La Boqueria. Mas amor não é só coisa boa. Todo mundo tem os seus defeitos. E o dela foi a Sagrada Família. Isso estremeceu a nossa relação. Mas nada que o Bairro Gótico e as Ramblas não consertassem. Nada que o Pavilhão de Barcelona não solidificasse. E solidificou tanto que tive saudades antes de partir. Passei a véspera da despedida a pensar em voltar. A engendrar planos para não ter de ir embora. E quando pensei que já nada havia a fazer. Que esse amor ia acabar naquele cálido verão de 2013. Que não passaríamos desse título de filmes românticos nas tardes de sábado. Eis que surge uma oportunidade. Não para ficar para sempre. Mas para voltar com certeza. Foi só beber da água da Font de Canaletes e esperar que ela cumprisse a sua promessa. Só a parte da minha volta, porque enamorada eu já estava.

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