segunda-feira, 20 de julho de 2015

Tóquio

Captura de ecrã total 21072015 010627.bmpImagem por Sandro Bisaro

Sabes do que é que me lembrei hoje? Daquela noite em que disseste que devíamos casar um dia desses. Nós. Ri-me tanto desse plano ridículo. Cheguei a pensar que estavas a falar a sério pela cara que fizeste. Até pedires-me para embarcar nessa viagem. Então decidi que se nos casássemos mudaríamo-nos para Tóquio. A cidade feita de cidades. Eu sei. Não precisas repetir que Tóquio não é cidade, é metrópole. Mas isso era só imaginação. Tóquio seria o que eu quisesse. E eu quis que fosse a nossa nova morada. Que nos recebesse nas suas infinitas ruas. E nos convidasse para um sake. Ou um buffet de sushi. Nesse ponto já não havia volta a dar. Tinha te convencido. Tóquio seria nossa. Com ou sem casamento.

E agora estou sentada nesse banco em Shinjuku. Sozinha. A ver o comboio veloz partir. E a realizar que ele muito se assemelha ao tempo. Ameaça parar. Mas nunca o faz verdadeiramente. Temos de ser rápidos para acompanhá-lo. Ou ficamos para trás. Como tu ficaste. E não vieste comigo ver a metrópole que te convidei a amar. Não viste a loucura que é o mercado de peixe. Perdeste a oportunidade de caminhar por Asakuza. Perdeste Tóquio. Perdeste-me.

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